O primeiro álbum, Opus Eponymus (2010), gerou um verdadeiro rebuliço na cena metal, e foi considerado um dos maiores lançamentos da época. Será que o Infetissumam conseguiu manter o nível do primeiro?
s limpos e bem colocados de Papa Eremitus II caem como uma luva para essa experiência louca da banda, que vem dado certo até então, casando perfeitamente com todas as alternativas, pesadas (e porque não divertidas?) propostas musicais da banda.
Além das influências já citadas no começo deste texto, e possível notar a mais variada miríade de influências musicais no Infetissumam, que variam da mais erudita música/canto gregoriano ao divertido e contagiante ritmo da polka.
A faixa-título introdutória empolga, começando com um canto gregoriano que é embalado por guitarras solando e aí, assim que a faixa acaba, logo de cara vamos para "Per Espera Ad Inferi", que tem cara de Black Sabbath um pouco mais macabro, com guitarras cheias de distorção, baterias pegando firme e um solo que mora na mente de quem ouve. É interessante notar como a banda toca todos esses ritmos com muita naturalidade e coesão. A faixa "Ghuleh/Zombie Queen", por exemplo, começa como uma baladinha bem pop, com pianos ao fundo e, do nada, dá lugar uma batida meio surf rock, tudo muito progressivo, remetendo (novamente) aos anos 70 e 80. Outro exemplo de como essa misturada de estilos cai bem, sem parecer estranho, é a já famosa "Secular Haze", que (além de ser a mais macabra de todas as músicas do álbum), tem um toque circense, com umas pitadas de valsa.
Para os amantes do peso e distorção, a banda ainda mantém a alcunha de heavy metal. Além de "Per Espera Ad Inferi", a faixa "Year Zero" (que possuí um excelente clipe), tem jeito de hit, com um refrão fácil de cantar ("Hail Satan, arcangelo"/"Hail Satan, welcome year zero"), uma melodia bem cativante que empolga qualquer um facilmente. Vale a pena citar as faixas "Monstrance Clock" e "Depth of Satan's Eyes" como duas faixas grudentas, que vão fazer você cantar os fáceis refrões sem perceber.
Mas o Infetissumam não é um álbum que todos apreciarão, tenho plena consciência disso. Talvez pelo grande número de influências e pela sonoridade variada, muitos vão torcer o nariz e achar que o Ghost se afoga em todas essas opções e variantes que possui. Pode até ser verdade, mas acredito que esse é o caminho certo para banda. A realidade é que Ghost é um soco bem dado na cara de quem diz que Black Metal tem que ser brutal. É lógico que depois de vários anos carregando o estilo com bandas mais extremas, fica realmente difícil de separar o elemento brutal do som, mas Ghost prova que não é impossível. Seja com peso na medida certa, uma boa misturada de variadas influências, vocais limpos, temas e temas bem, digamos, encapetados, a banda mostra uma alternativa interessante e viávelNota: 8. Embora não seja tão bom quanto o anterior, gostei de como a Banda desenvolveu sua sonoridade caótica e paradoxalmente sistemática.
Destaque: "Year Zero" se destaca no álbum pela excelente produção da faixa: Letras, instrumental, pós-produção. Tudo muito bem feito!
INFORMAÇÕES
Infetissumam (2013)
Faixas:
1 - Infetissumam
2 - Per Espera ad Inferi
3 - Secular Haze
4 - Jigolo Har Megiddo
5 - Ghuleh/Zombie Queen
6 - Year Zero
7 - Body and Blood
8 - Idolatrine
9 - Depth of Satan's Eyes
10 - Monstrance Clock
Formação:
Papa Emeritus II - V
Nameless Ghoul - G
Nameless Ghoul - G
Nameless Ghoul - B
Nameless Ghoul - D
Nameless Ghoul - K
Por Leon Cleveland







Nenhum comentário:
Postar um comentário