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domingo, 24 de março de 2013

[OPINIÃO DE AÇO]A primeira impressão é a que fica? Pode ser que sim




Salve leitores e leitoras do Metal Justice. Sejam muitíssimo bem vindos ao primeiro Opinião de Aço, um lugar onde irei falar do Rock e do Metal, local ou não, de uma forma pessoal e diferente.

O assunto de hoje terá um tom de desabafo com uma leve pitada de “toque” para o futuro.


Ouço rock e metal desde que me entendo por gente, ou assim conta a minha mãe. A partir do momento em que o mundo ficou mais claro – e escroto – para mim, eu me tornei o que meu amigo classifica de “Militante do Metal”. Não sabe o que é um?

Militante do Metal é aquela pessoa que, a todo e qualquer custo, tenta elevar o Metal e o Rock para níveis acima do comum, colocando num patamar de “música divina” e “intocável”. Até aí, as intenções são ótimas. O problema é o modus operandi. O militante do metal não defende o estilo. Ele ataca os OUTROS estilos, de forma deliberada, passional e bem (mas bem MESMO) escrota. Não só outros estilos, ele ataca os sub-gêneros do metal também.

Quem não conhece um amigo que bate o pé dizendo que qualquer outro estilo de música é uma porcaria que não deve ser ouvida? Quem aí não tem um amigo que se acha o ser mais superior da terra só por que ouve metal? Aposto que todo mundo aqui já ouviu alguém dizer que “Power Metal é coisa de viadinho” e que “Dream Theater é sonífero” ou que “Thrash Metal é coisa de mongol” e até mesmo “Gutural é coisa de quem não sabe cantar”. Isso porque eu não disse sobre os outros estilos, né?

Essa forma de agir só denigre mais a imagem já denegrida do metal. Passamos como pessoas incivilizadas e escrotas para o resto do pessoal. “Ah, mas vai dizer que você liga para o que os outros pensam, Leon?” Não. A questão não é ligar para o que os outros pensam. A questão é tornar o Heavy Metal e o Rock um lugar menos desagradável e intimidante para todos, sejam eles novos ouvintes, pessoas interessadas ou até mesmo empresários para eventos. Temos que mostrar que o Metal é só mais que "um bando de malucos batendo a cabeça". Temos que mostrar que temos solos virtuosos, riffs marcantes e empolgantes, baixos super graves que a cada corda tocada faz o coração bater junto, pedais duplos atacando velozmente e uma infinita gama de vocais que variam do lírico mais épico ao gutural mais brutal. Mostrar que isso tudo não é só coisa de maluco.

Você não é superior só porque ouve Heavy Metal. Você é superior porque ouve Heavy Metal e não desrespeita os outros e suas escolhas. O cara não quer ouvir metal e rock? Foda-se ele, não sabe o que tá perdendo, mas nem por isso você tem que sair por aí atacando os outros.

Você tem todo direito de ouvir o que quer, assim como os outros. E não adianta tentar mudar o que os outros gostam. Isso raramente acontece.

Metal para todos!

Leon Cleveland é dono do blog Metal Justice. Faz resenhas, coberturas, escreve o "Opinião de Aço", luta Luta-Livre (telecatch, para os menos habituados), cozinha e nas horas vagas pilota robôs gigantes.

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