Eu acho bem
legal falar do cenário local. Primeiro porque a gente tá em contato com os
artistas sempre, seja pelo Facebook trocando uma ideia casual, seja
encontrando-os andando na rua de boa. Isso torna as coisas bem mais legais – e
fáceis, principalmente – para qualquer tipo de empreitada envolvendo-os. Hoje,
uma dessas empreitadas será postada aqui no Metal Justice.
Estou falando do
primeiro CD da Glitter Magic, o Bad for Health.
Aliás, que forma
de entrar no cenário. Com o perdão do péssimo trocadilho, o CD da banda deveria
se chamar “Good for Health”, tamanha a qualidade do disco. Com peso,
velocidade, riffs e baladinhas na medida correta, posso dizer, sem medo ou
“puxassaquismo”, que o Bad for Health foi uma das grandes (e melhores)
surpresas de 2012.
Logo de cara a
banda já ataca com a faixa-título, que é um som bem agitado e potente. A
bateria numa levada constante, bem interessante, com os riffs da dupla Luqui di
Falco e Mauri Moore correndo frenético. Tudo isso aos vocais de Rhee Charles.
Aliás, sobre o
vocalista cabe um parágrafo separado. A voz de Rhee Charles tem uma certa
anasalada que parece estranho às primeiras ouvidas no álbum. Certamente, se eu
fizesse a resenha me baseando em uma única vez que escutei o disco, eu daria
alfinetada por causa disso. Mas ouvidas mais apuradas revelam a realidade: A
voz de Rhee Charles cai como uma luva para essa roupagem-não-definida-porém-interessante
da banda. Basta ouvir a “The Dreamers
Disease” (e seu refrão chiclete) para entender o que eu estou dizendo.
O mais legal do
Bad for Health é como ele não consegue ser rotulado. Conseguimos ver faixas
mais cadenciadas, num jeitão de Hard Rock; faixas com muito peso estilo Heavy
Clássico; faixas mais lentas com as tradicionais baladinhas e faixas mais
disparadas e retas como num nervoso Thrash Metal. Mais legal ainda é ver a
banda mostrar conforto com essa situação. Todas as dez músicas deste disco
deixam bem claro que a Glitter Magic é mais do que uma banda novata com sede de
sucesso: São caras que tem um entrosamento ímpar, fazendo um som sincero.
Não bastando
toda a grandiosidade do Bad for Health, a banda lança o Se7en, um single de
duas canções. Uma inédita (“Little White
Lies”) e a versão acústica da baladinha do primeiro CD, a “Heal Me”. A primeira faixa é bem comum,
na verdade. Um hard rock mais normal, com a já tradicional pegada de peso que a
Glitter Magic faz. A segunda, por sua vez, ficou excelente. Uma faixa mais
calminha e tudo a ver com as letras da música. Aliás, acredito que essa seria
uma escolha mais acertada para o Bad for Health do que a versão com guitarras e
tudo mais.
Glitter Magic é
uma banda que deve ser acompanhada de perto. Nas palavras de Luqui “a gente faz
um som sem rótulos. A gente acha que limita muito, saca?”. Exatamente isso.
Continuem sem se limitar com estilos e fazendo essa mistura agradável. A
tendência é ir mais longe.
Nota: EXCELENTE!
Destaque: Vai
para The Dreamers Disease. A música até agora não saiu da minha cabeça.
INFORMAÇÕES
Bad for Health (2012)
1. Bad for
Health
2. The Dreamers
Disease
3. Don’t
4. Snake Blood
5. Heal Me
6. Breathless
7. Amnesia
8. Living
Addiction
9. Love Proof
10. Daring the
Dawn
Se7en (2012)
1. Little White
Lies
2. Heal Me
(Acoustic)
Formação:
Rhee Charles – V
Luqui di Falco –
G
Mauri Moore – G
Glux – B
Andy Ravel – D
Por Leon Cleveland






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